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>O texto na era digital

fevereiro 17, 2011

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Edgard Murano, para a Revista Língua (Editora Segmento)



Houve um tempo em que o hábito de manter cadernos de anotações era algo bastante corriqueiro. Os chamados de “livros de lugares-comuns” (ou commonplace books) eram utilizados pelos leitores para o registro de trechos e passagens interessantes com que se deparavam em suas leituras. Mas além de transcrições, esses cadernos também reuniam apontamentos sobre a vida cotidiana, conforme relata o historiador Robert Darnton em A Questão dos Livros (Cia. das Letras, 2009, p.164). Essas informações eram grupadas e reorganizadas à medida que novos excertos iam sendo acrescidos. O hábito espalhou-se por toda a Inglaterra no início da era Moderna, e muitos escritores famosos – entre eles John Milton e Francis Bacon – cultivaram essa maneira especial de absorver a palavra impressa, fundada na não linearidade e na fragmentação da informação. 


Leia o texto completohttp://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12239 

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